Eu vejo multiversos de
possibilidades, paralelos, infinitos De sonhos alimentados, mas
que nunca foram vividos As diversas realidades de
como eu poderia ter agido Medos e ansiedades sobre
um futuro que não aconteceu Tantas leituras e verdades
sobre o que alguém já escreveu Quantas dores ressentidas
sobre o que já se esvaneceu
Eu vejo tanta esperança no
que ainda se espera Tanta era de mudança e
tanta mudança que já era Muitos amanhãs desejados,
revividos – ah, quem me dera! Múltiplas vidas, espreitando
escondidas, reunidas numa só Estradas alternativas, nunca
escolhidas, mas que sabemos de cor Planos e desenganos que,
com o passar dos anos, voltaram ao pó
Tantas rimas que criei,
mas que daqui não fizeram parte Quantos mundos eu gerei
por meio de uma simples arte São tantas coisas que
senti, mas, por hoje, escolhi amar-te Seres que habitam em mim,
que nunca me deixam a sós Que tanto lutam entre si,
antes, durante e também após Mas sei que em mim,
em ti, vive a melhor versão de nós