quarta-feira, 7 de julho de 2021

Bem Aventurados os Brandos e Pacíficos

Poema de: Alexandre Paredes



 








Bem aventurados os brandos porque herdarão a Terra

Porque este mundo é como uma grande e verdadeira escola

E aqueles que não aprenderem a lição que nela se encerra,

Os que não conquistarem a mansidão, terão de ir embora

 

Serão encaminhados para outros orbes educandários

Onde passarão por novas provas, em novas reencarnações

Ainda em mundos pela civilização menos iluminados

Para que possam corrigir a senda sob o toque dos aguilhões

 

Somente serão autorizados a viver e a renascer aqui

Naquele Reino por Jesus prometido em sua Boa Nova

Aquelas almas que já semearam, cultivaram dentro de si

A brandura que espalha a paz por esse mundo afora

 

Bem aventurados os pacíficos, os que vivem a paz

Porque serão eles chamados filhos de Deus

E um mundo que se queira pacífico somente se faz

Quando as armas e as guerras se tornem peças de museus

 

Somente há paz no mundo quando há paz no coração

Quando cessa em nós o ímpeto de vencer o outro

Porque o inimigo de nós mesmos não está senão

Dentro de nós, onde está também nosso maior tesouro

 

A maior alegria do espírito é a conquista de si mesmo

É poder deitar com a cabeça tranquila ao travesseiro

Porque é preferível ser prejudicado a ser quem prejudica

E a violência é sempre um pior mal para quem a pratica

 

Pois a Lei de Deus se encarrega de devolver a quem violentou

A colheita do sofrimento que ele um dia no outro semeou

Esse código divino foi pelo Cristo nessas palavras resumido

Dizendo a Pedro: “Quem com ferro ferir, com ferro será ferido”

 

Mas Jesus disse também “Perdoai para que Deus vos perdoe”

Ou seja, a criatura que praticou o mal tem sempre uma opção

De continuar na senda do mal e permanecer do jeito que foi

Ou se libertar do passado, curar a ferida, abrir-se ao perdão

 

Ser pacífico não é ser passivo, é ser ativo, mas paciente

Cruzar os braços não é paciência, mas apenas preguiça

Retribuir com o bem o mal que se faz não é ser indiferente

Mas é contribuir para que no mundo haja menos injustiça

 

Devolver o insulto com outro insulto apenas revela

Que aquele que se sentiu ofendido ao ofensor dá razão

Porque quando a ofensa é falsa, o ofendido não vê nela

Motivos para abandonar a própria paz que traz no coração

 

Quando uma pessoa nos agride, é porque ela quer briga

O que ela fala de nós diz muito mais sobre ela mesma

E quando a gente se ofende, morde a isca, cai na intriga

Procura se autoafirmar e precisa que todo mundo veja

 

Quem vive em paz consigo mesmo não precisa de plateia

Não busca senão a aprovação da própria consciência

E quem pacificou a própria alma às vezes nem faz ideia

Que está mudando o mundo apenas com a sua existência

 


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